As conspirações juntavam os trabalhadores rurais contra o marechal Lecor, que era preguiçoso e ruim no que fazia. No dia 19 de abril de 1825, o líder Lavalleja chegou na Agraciada com 33 ou 34 amigos, chamando os gaúchos uruguaios para brigar pela independência contra o Império. O dinheiro e a ajuda vinham de Buenos Aires. Outro líder, Frutuoso Rivera, que trabalhava para o Brasil, traiu e foi para o lado inimigo, crescendo o exército deles enquanto os brasileiros ficavam parados. Os soldados brasileiros estavam em dois lugares principais: Montevidéu, onde Lecor não mexia um dedo, e Mercedes, liderada pelo general experiente José de Abreu, barão do Serro Largo. Em uma emboscada no Rincão das Galinhas, os rebeldes acabaram com a cavalaria que protegia Abreu. Em Sarandi, derrotaram o grupo de Bento Manuel. Sem ajuda de Lecor, que ficava escondido atrás das muralhas de Montevidéu, Abreu recuou para o Rio Grande do Sul, deixando o campo livre para os revoltosos. Eles fizeram da vila da Flórida sua capital e ficaram mais corajosos. Abreu, que poderia ter vencido os uruguaios com mais recursos, como já tinha feito entre 1816 e 1820, foi tirado do comando e trocado por gente incompetente. Isso parecia ser culpa do ministro da Guerra, marquês de Lages, que dava a impressão de querer perder de propósito, ajudando forças escondidas. Seis meses depois da chegada dos 33 ou 34, Buenos Aires declarou guerra. A marinha brasileira bloqueou o Rio da Prata. A Argentina revidou permitindo piratas atacarem. Aventureiros e bandidos de todo lugar, junto com grupos maçônicos, invadiam as costas do Brasil, roubando navios de comércio. Mas quando os brasileiros pegavam barcos inimigos furando o bloqueio, mesmo cheios de armas ilegais, países estrangeiros reclamavam, seguindo ordens secretas, criando brigas diplomáticas grandes.A Invasão e Como o Império Reagiu
Em julho de 1826, o exército argentino, liderado por Carlos Alvear, maçon e ex-agente de Miranda, invadiu o Brasil pela fronteira. O plano era impedir que dois grupos do exército brasileiro se juntassem: um menor no Rio Grande do Sul e o maior em Sant'Ana do Livramento. O imperador deu o comando ao marquês de Barbacena, que encontrou tudo bagunçado, tropas enfraquecidas por doenças e fugas, cheias de bagunça e sem treino. Preguiçosos, medrosos e desanimados estragavam o exemplo, faltando armas, remédios, roupas, balas e comida, além de oito meses sem pagamento. Chegando na província de São Pedro, Caldeira Brant agiu rápido e esperto: montou comunicações, fortaleceu o Rio Grande, defendeu a Lagoa Mirim, aumentou a marinha, fez uma demonstração na costa de Maldonado, criou um lugar para novos soldados e chamou de volta quem estava espalhado. Essas ideias boas e velozes salvaram a imagem de Barbacena para a história. O imperador ficou perto do novo chefe para ver o problema de perto. Dom Pedro seguia a tradição portuguesa, que via o Rio da Prata como o maior desafio do Brasil, o lado fraco do país. Em 1827, o ministro Araujo disse a Martius: "Sem o Uruguai e as margens do La Plata, o Brasil não tem sossego". Quem era contra pedia paz no sul e chamava o imperador de doido e gastador de vidas e dinheiro dos outros. Não era só um grupo pequeno, mas um sentimento contra Portugal, reagindo mal à herança dura da briga, que Portugal achava vital para a paz do país. Esse pensamento estreito contra a herança difícil era, na verdade, contra as tradições e contra o Brasil. Foi isso que destruiu o Primeiro Império, bagunçou o período da Regência, causou rebeliões para separar estados, derrubou o Segundo Império com a República, levando ao positivismo das "pequenas nações" e, pelo materialismo, à bagunça de hoje. A morte da imperatriz fez o imperador voltar às pressas. Barbacena ficou para arrumar as tropas, unir os líderes e juntar os grupos contra um inimigo maior, com mais cavalos e canhões. Para piorar, o ministro da Guerra, conde (depois marquês) de Lages, atrapalhava sempre, como mostram as cartas oficiais entre eles.Fofocas Políticas e a Verdade no Campo de Batalha
Os problemas na guerra se juntavam aos criados na capital por políticas liberais e maçônicas, cegas, sem noção, sem coração ou amor à pátria. Alguns até queriam que o inimigo estrangeiro vencesse os brasileiros, desde que o trono caísse. Gente como Bernardo de Vasconcelos, Lino Coutinho, Gonçalves Ledo e Vergueiro, políticos fingindo de generais, falavam da guerra e planos, espalhando ideias erradas e fortes no povo. Eles criavam inimigos, animavam ciumentos e permitiam críticas ruins. O povo simples acreditava em tudo como verdade. Onde já se viu políticos discutindo planos de guerra em público? Onde se faz guerra contra outro país sem declarar emergência? Só no Brasil, nos dois impérios, as ideias liberais forçaram isso, custando caro. Esse liberalismo falso preferia perder o que era importante para o país do que parar de fazer discursos vazios em reuniões barulhentas, divididas e sem força. Protegido pelos cavaleiros da Brigada Ligeira de Bento Manuel, Barbacena se mexeu para se juntar a Brown, vindo do Rio Grande. Sem dar certo, Alvear roubou Bagé e fugiu para a fronteira por São Simão. Os brasileiros foram atrás e viram o inimigo ao amanhecer de 20 de fevereiro de 1827, perto do Passo do Rosário, no rio Santa Maria, quase cruzando. Um riacho pequeno separava os dois lados. Os brasileiros atacaram em duas linhas: a primeira com o general Sebastião Barreto; a segunda com João Crisostomo Calado. Como a luta começou pela retaguarda, eles andaram muito para chegar no lugar, um erro que separou os grupos. Os cavalos inimigos, mais numerosos, entraram no meio. A briga durou até as 14h. Os soldados brasileiros em formação repeliram ataques seguidos, atirando de perto nos guerrilheiros de Serro Largo, que tentava segurá-los e morreu ali. Os argentinos botaram fogo na grama seca, cercando os brasileiros com chamas e fumaça. Ainda no controle, Barbacena mandou recuar de forma organizada, devagar e segura, pelo Passo do Cacequi. Parou a luta para não matar mais soldados cansados e sem bala. Os argentinos tinham pouca infantaria para vencer. No final, a Batalha de Ituzaingó (ou Passo do Rosário) não mudou nada; os argentinos fugiram rápido do Brasil, porque não davam conta de ficar. Essa "derrota" veio no pior momento. A propaganda argentina fez Ituzaingó parecer uma grande vitória pela liberdade da América do Sul contra reis ruins, criando um bando de exibidos. Usada como arma, ajudou no Brasil a atacar o trono por gente como os "alvaristas", que o enfraqueciam desde 1827.O Caminho para a Paz e o Nascimento do Uruguai
Barbacena deu o comando a Brown e voltou ao Rio. O governo, como se seguisse ordens secretas, trocou por Lecor, o preguiçoso. Mas a Argentina estava acabada com a guerra. A batalha no mar de Monte Santiago em abril, onde destruímos seus barcos, foi um desastre para eles. Para salvar a Argentina sem vitória grande em terra ou mar, e tirar o pedaço brasileiro no Prata, no jogo político da América do Sul controlado por grupos maçônicos, a Inglaterra entrou em cena. Influenciada por um governo escondido citado no "Discurso de Aylesbury" por um judeu chamado d'Israel, a Inglaterra agiu. O representante britânico em Buenos Aires virou o chefe da política no continente. Atrás dos diplomatas argentinos, estavam Gordon, Ponsonby e Stuart. Quando os ingleses exageravam nas exigências, o marquês do Aracati, ministro das Relações Exteriores, respondia com calma e orgulho, defendendo o Império. O imperador sempre quis bem aos vizinhos, não importando o governo deles, nunca mandando soldados para a fronteira argentina ou começando briga. Portugal tomou a Cisplatina a convite dos locais, empurrado por Buenos Aires. O Brasil herdou e juntou a área em paz. Fez de tudo pela paz e só queria isso,mas uma paz justa, com ideias liberais e vantagens para todos. A pressão inglesa foi afastada, e os diplomatas brasileiros venceram o máximo possível. O acordo inicial foi assinado em 27 de agosto de 1828. Desde o dia 14, as partes principais já estavam combinadas entre os representantes, antes de lord Ponsonby chegar ao Rio. O imperador deu independência total à Cisplatina, criando um país livre garantido pelos vizinhos. Os uruguaios devolveriam as Missões roubadas por Rivera durante as conversas de paz. O Brasil perdeu uma província. Buenos Aires ficou sem seu vice-reinado completo. Uma nova nação apareceu na América.





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